R$ 2 bilhões até 2032: as obras que vão mudar Porto Belo
Cidade pequena de praia costuma mudar devagar. Porto Belo não está mudando devagar.
Em 2022 a cidade e a iniciativa privada firmaram um plano de dez anos para reorganizar a orla do Perequê. O número é o que chama atenção: R$ 2 bilhões em investimento privado confirmado até 2032.
Para uma cidade de pouco mais de 22 mil habitantes fixos, isso é uma transformação de escala, não uma reforma.
O que já saiu do papel
A primeira fase entregue foram os molhes dos rios Perequê e Perequezinho, concluídos em 2025.
Parece obra técnica e sem glamour, mas é a obra que destrava todas as outras: os molhes estabilizam a foz dos rios e viabilizam a navegabilidade e o alargamento da praia. Sem eles, o resto do plano não existe.
O que vem pela frente
O Masterplan Perequê está organizado em cinco eixos, e na prática significa:
Nova orla. Reurbanização completa da beira-mar do Perequê, com alargamento da faixa de areia em estudo — o mesmo tipo de obra que Balneário Camboriú e Itapema já fizeram, e que nas duas cidades foi seguido de valorização forte.
Canais navegáveis e marinas. A orla fluvial do Perequê ganha marinas e canais, aproveitando os rios que hoje são só paisagem.
Nova ponte. Ligação nova entre as margens, aliviando o gargalo atual.
Avenidas-jardim e ciclovias. Novas conexões viárias no bairro Perequê, com arborização e mobilidade não motorizada no desenho.
Posicionamento internacional. Um dos eixos do plano é explicitamente transformar Porto Belo em destino de 365 dias, e não de 90, com branding nacional e internacional.
Por que isso mexe com preço de imóvel
Existe um padrão no litoral catarinense que se repetiu duas vezes nos últimos vinte anos.
Balneário Camboriú alargou a praia e reurbanizou a orla. O metro quadrado virou o mais caro do Brasil e ficou nessa posição por quatro anos.
Itapema veio depois, fez movimento semelhante, e em maio de 2026 ultrapassou Balneário no índice FipeZAP: R$ 15.226 contra R$ 15.215 o m². Onze reais de diferença, mas simbolicamente enorme — foi a primeira troca no topo desde 2022.
Porto Belo é a próxima na fila geográfica. E é a única das três que ainda está no começo do ciclo.
Imóveis na cidade já vinham de valorização acumulada em torno de 127% em seis anos, antes mesmo do grosso dessas obras sair.
O outro lado da conta
Vale dizer o que ainda não aconteceu: boa parte do plano está em projeto ou em estudo, com prazo até 2032. Obra pública e privada atrasa. Estudo de alargamento de praia depende de licenciamento ambiental, que no Brasil não é rápido.
Quem compra hoje compra a expectativa de uma cidade em obras pelos próximos anos, com o incômodo que isso traz e com o ganho que historicamente vem depois.
Essa é a lógica de comprar no começo do ciclo e não no fim: você paga menos e espera mais.
Onde o Vivapark entra nisso
O Vivapark é o maior projeto residencial dentro dessa transformação: um bairro inteiro planejado do zero, com 13 empreendimentos, praças, ciclovia, escola e comércio no mesmo plano urbanístico.
A tabela de setembro de 2026 mostra 755 unidades ainda disponíveis e 76% do bairro já vendido. As entregas vão de 2027 a 2033, ou seja, acompanham exatamente a janela do Masterplan.
Quem compra uma unidade com entrega em 2030 recebe a chave em uma cidade que, se o plano andar como está desenhado, será bem diferente da de hoje.
Quer ver onde cada coisa fica?
Temos um mapa interativo do bairro com a posição de cada prédio, o que está pronto, o que está em obra e o que ainda começa.
Peça o link pela nossa equipe no WhatsApp (47) 99953-6922, junto com a tabela do mês.
Fontes: Revista Portuária, novembro de 2025 (Masterplan Perequê, R$ 2 bilhões, 2022-2032) · Índice FipeZAP, maio de 2026 · levantamentos do mercado imobiliário de Porto Belo, 2026 · tabela de vendas Vivapark, setembro de 2026.




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